29.1.04

Jet Toitô!

Betty, após o marido sair de casa para a depilação diária, telefona-lhe:
- Tô?
Do outro lado, José responde:
- Tâ? Qridâ? És tú?
Betty, com ar desesperado, desabafa!
- Qridô, comprei um puzzle, mas agora não o consigo fazeeer! Estou muuuuito confusâ. Puxâ, as pêças parecem tôôôdas iguais...
- Calma, qridâ. Que desenho é o puzzle?
- Não sei bem, mas parece-me um galo renascentista, séculô XVI, sei lá...
- Calma qridâ, deve ser dos dífiííceis... eu já aí vô e ajudô a Bettyzinha, ceerto?
- Está bém, anda rapidô!

O marido chega e pergunta:

- Onde está o puzzle, qridâ?
- Aqui, aqui, amorê!...

(silêncio...)
...
(silêncio...)
...
(o silêncio quebra-se...)

- Qridâ, vamos fazer assim... metes os Corn Flakes outra vez na caixa... e não se fala mais nisso amorê, está bém?

26.1.04

Votações on-line

As sobremesas deram muito que falar e entre os muitos mail’s com sugestões, aqui fica uma nova faceta do blog – votações on-line. Votem no passatempo ao lado e escrevam nos comentários a razão da vossa escolha!

Portem-se mal, mas com classe!

Rata

24.1.04

Quem diria?!?

A receita da minha avó trouxe resultados inesperados. A exposição feita pela Maria foi deliciosa, e os conselhos dados pela Mariana serão concerteza seguidos na primeira oportunidade. Embora não seja grande adepta de multidões, confesso.
Mas o mais curioso depoimento chegou de Braga, do António Costa, e passo a citar:
“ … sou proprietário de um reconhecido espaço dado à restauração, frequentado essencialmente por gente jovem da Universidade… ”
O António intitula-se como alguém de meia idade com um espírito jovem, o que me apraz. Óptimo cozinheiro, diz ele, e eu confesso – sorte a da mãe.
Em relação ao post propriamente dito, o referido cozinheiro sentiu-se “repugnado com a utilização de ‘baba de camelo’ (?!?) para fins sexuais!”. Para fins sexuais? Fins sexuais? Sexuais?
Adiante.
Segundo o próprio, ele aconselha o uso alternativo de mousse de chocolate polvilhada com café moído. Por mim, tudo bem. Se a mousse for caseira, dada a situação, até poderá verificar-se uma espécie de redundância divertida.
Agora o que é de realçar é a forma como o uso… afrodisíaco da mousse foi despoletado no António.
Segundo ele, tudo aconteceu num jantar de jovens universitários (quem diria!?!) que questionaram um dos seus empregados (vou chamar-lhe o Costinha…) sobre a possibilidade de lhes servirem mousse polvilhada com café para sobremesa.
Pelos vistos a mousse era já a especialidade, logo, depois de uma breve explicação, o Costinha lá preparou a iguaria. Mas a estupefacção do empregado surgiu quando ouviu um comentário claro de que a iguaria teria um sabor ainda melhor quando barrada no corpo de uma menina. Eu acrescento que num menino não seria de todo pior.
Ao chegar da mesa o empregado terá informado o António da situação e terá inclusive comentado com uma colega também empregada de mesa, que terá corado e dito que não comentava (quem diria!?!). Tal reacção provocou a curiosidade do António, que segundo o próprio, nessa mesma noite terá levado mousse para casa (quem diria!?!) e terá constatado os poderes da vil mousse (situação descrita pelo próprio e não comprovada pela nossa redacção…).

Imoralidade da estórinha: Não se deixe ficar pela primeira iguaria que lhe aparecer!

António, a conta, por favor!

Portem-se mal, mas com classe!

Rata

20.1.04

Se eu fosse o Buda!

Como devem já ter reparado, o Buda é reconhecido, para além da barriguita pronunciada, pela inteligência com que responde a algumas questões... ou então não! E eu adoro o Buda...


Hoje fui confrontado com a seguinte pergunta/charada: "De onde cai a chuva?"

A principio pensei que a pergunta era perfeitamente estúpida... e que talvez vez fosse assim por causa do teor de gordura no sangue da pessoa que me fez essa pergunta, mas depois pensei:
- Alto aí, o teor de gordura no meu sangue também é alto e eu não ando por aí a fazer perguntas estúpidas!!!
E logo de seguida pensei:
- Talvez seja boa ideia pensar melhor se a pergunta é assim tão estúpida ou se até faz algum sentido!

Três semanas depois... depois de pensar ...

Et voilá!!! Fez-se luz!!! Já tinha chegado a uma conclusão:
- Ora aí está uma bela pergunta!!! Aí está um bom assunto para reflectir nas próximas horas, quem sabe até se dias...
Cheguei até a pensar em semanas, mas depois desisti da ideia porque acho que seria demasiado tempo, mesmo para uma pergunta tão interessante!
De onde cai, então, a chuva?

Bom, na minha óptica (mesmo com 5,25 dioptrias no olho direito e 4,75 no esquerdo...), disse:
- Mas que simples... a chuva cai de cima!!! Claro, cai de cima...

Mas depois inspirei fundo e questionei-me:
- Mas tu és burro?!? Será que estou a encontrar uma justificação para essas orelhas? Tu és parvo ou quê? A chuva vem de cima?!? De cima, de onde?!? Onde é que fica o cima?!? No céu, se calhar, minha besta?!? No céu ficam os anjinhos... meu anormal!!!!!!!!!

Bom, descontrolei-me tanto comigo que quando dei por mim estava quase a espumar pela boca e a babar-me todo... algo que não desejava nem a mim próprio, mesmo que naquele momento estivesse irado comigo! E então inspirei novamente e disse alto e em bom som:

- CALMA, .....!!! (as reticências simbolizam um palavrão que não consigo evitar nas situações de maior aperto...) Vamos lá ter CALMA senão ainda nos aleijámos mutuamente!!!
- E eu, que tenho muito respeito por mim próprio, concordei logo comigo!

De seguida pus-me à procura de uma explicação para encontrar o local de onde vem a chuva e pensei:
- Kesse dezere, a chuva aparece de cima, isso é um facto, logo de baixo é que ela não vem! Estava encontrado o fio à meada, e agora era só enrolar... Com esta conclusão podem pensar que me quero gabar de ser muito perspicaz (quiçá inteligente... ), mas se pensarem bem é uma conclusão lógica! Acreditem que nem me custou assim muito...

Se a chuva vem de cima, então vamos começar a procurar em cima! Lembrei-me logo das nuvens, essas malandras que tão sempre a mudar de sítio e cor e nunca se consegue perceber muito bem o que se passa lá dentro!!! Bom, sem divagar muito, dirigi-me à enciclopédia mais próxima, onde encontrei esse legado da Natureza que é a definição de nuvem:

“Porção de algodão fofinho, normalmente cortado às rodelas que está umas vezes seco e outras vezes molhado”.

Fiquei convencido! Jamais uma criatura doce como a nuvem poderia ser a fonte da chuva!

Mas alto lá!!! A minha avó passa a vida a dizer que já se acabou o tempo das coisas boas!!! Huuummmmm... a não ser que essa linda criatura fosse uma pérfida malvada que quisesse transparecer toda aquela beleza só para ninguém desconfiar que ela é a responsável pela chuva!!!!

Será?!? Será que ela era capaz de uma coisa dessas? Eu não queria acreditar e eu também não... escusado será dizer que me sentia profundamente dividido! Por um lado dizia – “Como é possível tanto cinismo em tanto algodão?” enquanto por outro exclamava a viva voz: “ Já nem no algodão se pode confiar?!?”.

Estava destroçado com a minha descoberta... :(

E só pensava:

- Mas porque é que eu me pus a pensar nisto?!? Eu, que vivia tão bem, mesmo iludido que as nuvens não tinham ponta de malvadez? Mas porquê eu, meu Deus? Não podia ter sido outro?

Mas já era tarde demais...

19.1.04

3 décadas depois...

Dia 17 passaram-se 6 meses sobre o início deste blog.
Desde lá muita coisa mudou. O divertimento é o mesmo.
Aos que me continuam a ler: Obrigado. Sem vocês não teria o mesmo divertimento.
Aos que entretanto me deixaram de ler: Parabéns, boa recuperação.
Aos que um dia me irão ler: Não o façam, não é saudável.

A todos:

Portem-se mal, mas com classe!

Rata


16.1.04

Saldos

Não tive tempo de passar no Harrod’s, é certo, mas ontem comprei umas calças na Berschka.
Ainda vou procurar uma saia na Beresnaya, um top na Prokofyeva, um casaco na Rogacheva e claro, uma roupa interior no Myschka. Impagável.
Como é fácil sentir-me mais nova sem recorrer a cirurgiões.

Portem-se mal, mas com classe!

Rata

13.1.04

Uma família esquisita

Venho apenas pedir desculpas aos meus leitores, e especialmente aos comentadores, pela indisponibilidade da ‘Blogspeak’, que pelos vistos se calou.
Ora, segundo o fulano da Blogspeak, o conhecido ‘Linguareiro’, para terminarem os erros com JavaScript (seja lá quem este for...), teria que apagar do código em html (pelos vistos familiar próximo do anterior...) as porções relativas à introdução dos comentários.
Dito e feito.
Javascript errors, out of here!
Mas se vos aparecer uma janelinha catita a dizer que uns números grandes estão com problemas de memória por causa de não sei o quê, então dêem-lhe um analgésico, que é como quem diz apliquem-lhe um ‘ctr+F5’, que passa logo.
Logo que a Blogspeak voltar a falar, serão novamente introduzidos os comentários.
Isto dos computadores é muito engraçado.

Portem-se mal, mas com classe!

Rata

12.1.04

Receita da avó

Ingredientes

6 ovos caseiros
1 lata de leite condensado
2 pacotes de natas
100 gr de amêndoa moída
1 louro de olhos verdes, de físico assinalável
1 colher de pau

Modo de preparação

Leia cuidadosamente a lista dos ingredientes, e confira novamente se os possui. Os olhos verdes não são, de facto, importantes! Mas o físico é fulcral...

Separe as gemas das claras, e guarde as claras no frigorífico para fazer uma omoleta no dia seguinte. Coza o leite condensado durante uma hora.

Pegue nas 100gr de amêndoa com que fez um desenho fálico na mesa e volte a colocá-las numa taça, porque serão necessárias mais tarde.

Bata os 2 pacotes de natas, de olhos fechados, ao som de ‘You can leave your hat on...’. Ao contrário do que pode pensar, deverá batê-las de cima para baixo. Não abra os olhos. Bata-as até ficarem cremosas. Isso mesmo.

Tire a camisolinha ao louro e não se fique por aqui. Tem aproximadamente 1 hora para esperar pelo leite. O condensado.
...
1 hora depois...
...
Agora junte as gemas ao leite acabado de cozer. De seguida envolva as natas esmeradamente batidas na mistura anterior. Repare bem - envolva, não misture! No final polvilhe com o que sobrou da amêndoa.

Pegue na colher de pau, repare bem, na colher, e no louro, por onde quiser, e leve-o para um local sossegado onde o possa deitar.

Agora deverá, com a ajuda da colher, barrar a seu gosto o creme obtido no louro, não sem antes o ter provado, por forma a que a língua se oriente nos momentos seguintes.

O caminho a percorrer pela referida língua ficará ao critério de cada uma.

Sirva quente!!!



Portem-se mal, mas com classe!

Rata

8.1.04

Inhuáinhuá!

Na segunda-feira pelas 20 horas, o nosso presidente da república monopolizou os jornais televisivos dos diferentes canais. Só lhe fica bem, porque um presidente quer-se dominador.
No discurso apelou à calma e à contenção, verbal e não só. E foi aqui que o discurso me tocou. Parecia que estava a ver-me a fazer um discurso para a galdéria da vizinha de cima.
A minha vizinha de cima pareceu-me bom postal desde o primeiro momento, mas nunca pensei que toda aquela pujança aparente, e notória no peso, fosse de tal diversidade verbal.
Eu própria pensei ser bastante original e criativa na hora de dar azo ao prazer, mas depois de acordar às tantas da manhã com frases como ‘Mais rápido, mais rápido… quero que sejas o meu TGV!’ ou ‘Força, força… fooooorça meu Rambo!’, pinceladas numa respiração ofegante, e a meias com uns gemidos estridentes, fiquei estupefacta com a minha timidez nos momentos mais ‘duros’.
O principal problema é que o ninho de permutas de fluidos de cariz sexual é mesmo por cima do meu quarto. A cama dos anos trinta (conclusão tirada após longo estudo do timbre do ranger da própria…) parece, por vezes, desafiar desgarradamente os gritos da sua dona. Rooooinc, fiuuunncc, chrecccc e inhuáinhuá são as principais frases que se tiram do raio da cama.
Agora imaginem o que é estar a tentar dormir ao som de um ‘foooorrrççça … rooooinccc … aíííí … chreccc… uaaahhhh… fiuuunncc… não pares… inhuáinhuá… agora, agora! ’ e vocês rapidamente perceberão o porquê das declarações do presidente, homem sabido e sempre atento aos nossos problemas.
Sigam o conselho dele, e tenham calma, sejam contidos e se possível troquem as molas das camas, pelos vossos vizinhos!

Portem-se mal, mas com classe!


Rata

5.1.04

2003 on Fire! 1…

Este texto que surrupiei espelha bem a qualidade do Méistre! É verdade que o gajo agora farta-se de sair de cima do Sinupiii, mas quase tudo o que escreveu mereceu um sorriso, e não poucas vezes uma boa gargalhada.
Aqui vos apresento umas palavritas que mesmo sem saber, ele me dedicou!

Tem cada rata seu modo de ser,
Sua maneira d' albergar o nabo
E seu carácter. Mas, ao fim e ao cabo,
Foi toda a rata feita p'ra foder.

É ímpia a freira que não entender
O dom da greta vizinha do rabo:
Cona casta é obséquio ao Diabo
Se para a foda Deus a fez nascer.

Garbosa fica, se leva c' o malho,
A rata voraz de piços louçanos,
E ledo o nabo, com tal agasalho.

Faça-se lei, p' ra evitar enganos:
Que se encete, à força de caralho,
Toda a crica maior de quinze anos.



Brevemente voltarei à carga para partilhar umas questões que ainda não me saíram da cabeça, ou então não!
Que me desculpem os que não gostaram das minhas preferências, mas nunca se esqueçam que as opiniões são como as vaginas, e eu dou-a, ó se a dou!


Aproveitem o novo ano para se portarem mal! Muito...

Rata

2003 on Fire! 2…

Esta distinção seria merecida, nem que fosse apenas pela simpatia que a Charlotte dispensou sempre a esta pequena Rata.
Mas a qualidade do que escreve, e consequentemente do seu blog faz esta Bomba merecer o segundo lugar, quase ex-aqueo com o primeiro que aí vem. É a tal historieta do Ying e do Yang, pois claro.

2.1.04

2003 on Fire! 3…

Este é o meu sofá na blogosfera. Sem tomar as pastilhas diariamente, o dia não é o mesmo. Definitivamente. Um lugar no pódio justifica-se.

2003 on Fire! 4…

O Jaquinzinhos é o blog! O blog. Faz-me sorrir, e isso para mim é o mais importante. Confesso que com o nome jaquinzinhos, o blog estaria sempre condenado ao sucesso, mas mesmo assim o que lá se pode ler é muito bom. Muito.

1.1.04

2003 on Fire! 5…

O Homem-a-dias é uma leitura quase diária. Gosto. Nem sei porquê, mas gosto do espírito. Talvez seja a conotação que dou a ‘homem-a-dias’. Um tipo que trata da casa, ainda para mais diariamente pode tornar-se selvaticamente sensual. Ai pode, pode.

2003 on Fire! 6…

O abrupto. Sinceramente não leio com frequência o abrupto. Ser uma besta ignorante talvez não seja uma desculpa, mas na verdade não me divirto a ler o José. Eu sou assim. Talvez quando ele começar a escrever sobre cosméticos ou estilistas eu mude de ideias. Talvez. Até lá vou ouvindo o que ele diz, que já não é mau.