23.1.06

Noite de acalmia

Foi uma grande desilusão a noite de eleições.
Garcia Pereira não chegou à 2ªvolta, Mário Soares não foi agredido por ninguém, embora a beijoca do filho João tenha sido suspeita. Não houve nenhum atentado à bomba (Nicolau Breyner e Rita Ribeiro estiveram nas sedes dos candidatos mas acabaram por não explodir…) e a canadiana resistente de Sócrates nunca chegou a sair do chão.
Nem Manuel de Oliveira daria azo a um argumento tão molengão.

O momento da noite foi paaaara… Helena Roseta! Ao nabo que Clara de Sousa (a esposa do Super-Homem!) tentou tirar da púcara esta respondeu à letra e tocou no ponto G das telespectadoras.

Quanto ao ‘caso’ eleitoral, eu cá não acredito que o mau perder de Sócrates tenha ido longe o suficiente para interromper as declarações de Alegre. Aliás, a comprová-lo está o facto de aquando da repetição do discurso (integral na SIC) do 2º classificado destas eleições, Sócrates não ter voltado a fazer novo discurso!
Quanto ao facto de nenhum dos 37 assessores do Primeiro-Ministro se ter apercebido que Alegre estava a discursar, eu relembro que a melhor sitcom britânica passava na rtp2 à mesma hora, ou seja, não espanta que as 3 TV’s que estavam ligadas estivessem todas sintonizadas no referido canal…



Portem-se mal, mas com classe!

Dia de Eleições

Depois de uns meses de paródia, vulgo pré-campanhã (desde já o meu obrigado ao PS por ter indicado Soares…), as últimas duas semanas foram vividas sobre o espectro de uma campanha (ficticiamente) cerrada entre os candidatos de esquerda e o de direita.
Da esquerda temos um quase desconhecido (ter como uma das mandatárias uma jovem sua ex-estagiária que descobriu que Portugal é pobre é hilariante…), um bon vivant radical, um operário, um poeta e um político profissional. Da direita um D. Sebastião encoberto de pouco ou nenhum nevoeiro.

A Garcia Pereira agradeço a simpatia. A Francisco Louçã o humor que espalha, mesmo de cara sisuda, a Manuel Alegre o prazer de o ouvir recitar, a Mário Soares os momentos quase únicos, só comparáveis a frases de Woody Allen, e a Cavaco o grande favor de nos vir governar a todos, qual redentor de todos os nossos pecados.

Não decidi ainda em quem vou votar, e se vou votar em alguém, porque não ouvi ninguém pedir ao povo (que continua a ser quem gentilmente quem mais e pior ordena…) que se preocupe em fazer algo pelo seu país, e não estar sempre à espera que sejam os políticos a fazerem algo por eles.
É certo que o melhor que Kennedy teve foi sexo oral de Marilyn, mas ainda teve tempo para umas frases felizes…


Portem-se mal, mas com classe!