A coisa que mais me preocupa no Mundo, para além do crescente desejo sexual que pulula nas lojas para recém-nascidos, é a crescente onda de atentados da Al-Qaeda pelo Mundo.
Se por um lado assisto preocupadíssima às caras sedentas de sexo que as mães produzem quando se deparam com um inofensivo biberão numa qualquer loja Chicco, não posso deixar de pensar que a repentina mudança de opção de voto dos espanhóis se ficou a dever à presumível acção da Al-Qaeda.
Mas a mim não me convencem que tudo se deveu ao pretenso manuseamento erróneo das informações sobre as origens do atentado!
Não se esqueçam, minhas amigas, que na última semana os políticos espanhóis apelaram desenfreadamente ao voto. Eu mesma só não fui lá votar porque o Alcides, amigo meu desde umas férias em Luanda, me veio cá visitar.
Ora, posto isto, presumo que muitas mulheres espanholas foram convencidas a ir votar! Provavelmente só nessa altura foram confrontadas com Zapatero e Rajoy.
Vejam lá a analogia com pessoal cá da terra e depois digam-me em quem votariam:
Eleições dia 14 de Outubro, domingo!
António Vitorino vai à frente nas sondagens contra Pedro Santana Lopes.
Na quinta-feira, 11 de Outubro, Estação de Santa Apolónia é perpetrada com dezenas de quilos de explosivos Al-Jakurk Barud de fabrico caseiro.
As forças políticas no poder culpam a FRLTM (Frente Revolucionária de Libertação de Trás-os-Montes) pelo sanguinário ataque.
No sábado, 13 de Outubro, o novo partido TSP (Todos por Santana e Portugal) mostra a evidência da origem árabe dos atentados.
Milhares de mulheres eram então violentamente convencidas a votar. Tinham que se decidir, em menos de 24horas, entre Vitorino e Santana Lopes!
Em quem votariam vocês?
Em Espanha ganhou o charme de Zapatero e deixem-se de merdas!
Portem-se mal, mas com classe!
P.S.- Omiti propositadamente o facto de Portugal, antes das eleições de Outubro, ter estado ao lado dos EUA numa reposição de ordem na Papua Nova Guiné, tendo para isso sido facultados aos americanos 2 dos novos helicópteros, 3 kalashnikovs e 4 GNR’s...
Portem-se mal... mas com classe!!! Podem encontrar-me em ratamaluka@hotmail.com!!!
15.3.04
12.3.04
Uma flor
Ruben, 11 anos, conhecedor experiente das Ciências Naturais, em resposta sábia a pergunta ofensiva a conhecimentos vastos:
Pergunta: Qual é a função desempenhada pela flor, na planta?
Resposta: Dar elegância...
Portem-se mal, mas com classe!
Pergunta: Qual é a função desempenhada pela flor, na planta?
Resposta: Dar elegância...
Portem-se mal, mas com classe!
11.3.04
Falta de tempo
Apenas por manifesta falta de tempo não congratulei Avelino Ferreira Torres pela sua postura na segunda-feira de cinzas (pós Domingo de Carnaval futeboleiro…)!
O senhor ‘Presidente de Câmara’ teve passagem efémera pelo Canal1, entre duas de treta chamou mentiroso 17 vezes a Paulo Camacho no espaço de 8,5 min, e disse aos microfones da TVI (que pena não se ter deslocado a Lisboa…) aquilo que muitos gostariam de já ter dito e que nem o ‘Equatoriano’ Miguel Sousa Tavares ousou dizer!
De uma penada proferiu:
“ A Doutora Manuela ás vezes é um bocado desbocada!”
Mesmo pecando claramente por defeito, é a frase do mês, sem margem para dúvidas!
Portem-se mal, mas com classe!
O senhor ‘Presidente de Câmara’ teve passagem efémera pelo Canal1, entre duas de treta chamou mentiroso 17 vezes a Paulo Camacho no espaço de 8,5 min, e disse aos microfones da TVI (que pena não se ter deslocado a Lisboa…) aquilo que muitos gostariam de já ter dito e que nem o ‘Equatoriano’ Miguel Sousa Tavares ousou dizer!
De uma penada proferiu:
“ A Doutora Manuela ás vezes é um bocado desbocada!”
Mesmo pecando claramente por defeito, é a frase do mês, sem margem para dúvidas!
Portem-se mal, mas com classe!
10.3.04
O Lices Peixoto
Sempre tive grande apreço por Ulisses Peixoto, o filho mais novo da família Peixoto, da qual tive oportunidade de privar com o também famoso Luís Peixoto (conhecido no meu tempo apenas por Luís Pedro dos Santos Peixoto), grande apoiante das respostas pós-biscas, dos casulos, das línguas cerradas nos lábios, no apoio acérrimo ao desporto!
Ulisses, ao contrário do que o badolas (Peixoto dixit…) Homero quis fazer crer, não passa de um político rasca, para a geração rasca.
A sua caminhada teve traços de grande epopeia, onde agora apenas se vêem memórias e prenúncios de novas aventuras, condensadas em forma de tabu.
Ulisses morava numa ilha grega que se chamava Ítaca… sôr Tabu assentou arraiais em Boliqueime de Cima! De Telémaco pouco se sabe… do filho maldito do sôr Tabu vêem-se (por pouco não resistia ao trocadilho imoral do ‘vêm-se…’) cartazes por toda a cidade.
Em Ítaca todos amavam Ulisses… por cá são mais de 40%!
Para quem sobrará o cavalo de Tróia? Fujam! Fujam!
Portem-se mal, mas com classe!
Ulisses, ao contrário do que o badolas (Peixoto dixit…) Homero quis fazer crer, não passa de um político rasca, para a geração rasca.
A sua caminhada teve traços de grande epopeia, onde agora apenas se vêem memórias e prenúncios de novas aventuras, condensadas em forma de tabu.
Ulisses morava numa ilha grega que se chamava Ítaca… sôr Tabu assentou arraiais em Boliqueime de Cima! De Telémaco pouco se sabe… do filho maldito do sôr Tabu vêem-se (por pouco não resistia ao trocadilho imoral do ‘vêm-se…’) cartazes por toda a cidade.
Em Ítaca todos amavam Ulisses… por cá são mais de 40%!
Para quem sobrará o cavalo de Tróia? Fujam! Fujam!
Portem-se mal, mas com classe!
9.3.04
Que saudades!
Maldito seja o afamado Steven Marbury Smith (inventor das mensagens para tlm, vulgo sms…), e o legado que nos deixou!
Que saudades do tempo em que podíamos ser incomodadas às tantas da manhã por telefone fixo, por uma voz ofegante e muitas vezes rouca da vinhaça, a dizer-nos impropérios que no fundo, no fundo, nos subiam o ego!
Que saudades da voz rouca a dizer “Rrrraios ta parrrtam, minha porrrca….”…
Hoje, por culpa do idiota do Steven não tenho mais que umas mensagens, normalmente com erros, e sem ponta de rouquidão…
…ó tempo volta pa trás… lá lá lá lá…
Portem-se mal, mas com classe!
Que saudades do tempo em que podíamos ser incomodadas às tantas da manhã por telefone fixo, por uma voz ofegante e muitas vezes rouca da vinhaça, a dizer-nos impropérios que no fundo, no fundo, nos subiam o ego!
Que saudades da voz rouca a dizer “Rrrraios ta parrrtam, minha porrrca….”…
Hoje, por culpa do idiota do Steven não tenho mais que umas mensagens, normalmente com erros, e sem ponta de rouquidão…
…ó tempo volta pa trás… lá lá lá lá…
Portem-se mal, mas com classe!
25.2.04
O menu
Aconselho vivamente umas férias nas Maurícias, especialmente se porventura fizerem questão de provar as especialidades dos Maurícios lá do sítio. Aconselho o menu que possibilita a degustação em várias posições, com troca de servente a qualquer momento.
As Mauricinhas também são engraçadas, mas a ânsia de descobrirem um pobre coitado que as traga para a civilização poluída faz com que alguma da sedução lesbiana que realmente possuem se desvaneça.
Aconselhável também a casais ‘modernos’…
Portem-se mal, mas com classe!
As Mauricinhas também são engraçadas, mas a ânsia de descobrirem um pobre coitado que as traga para a civilização poluída faz com que alguma da sedução lesbiana que realmente possuem se desvaneça.
Aconselhável também a casais ‘modernos’…
Portem-se mal, mas com classe!
9.2.04
Maria Guinot
Maria Guinot é conhecida por muitos apenas pela vitória festivaleira de 84, com “Silêncio e tanta gente”.
Mas o passado que Maria Guinot quis sempre esconder é bem mais entusiasmante que a sua prestação musical.
A letra da sua música vencedora é sintomática dos prazeres a que se deleitava nos seus aposentos.
Ricardina, antiga mordomo da casa de Maria, de onde saiu em litígio em meados da década de 90, confirma as mais recalcadas suspeitas sobre a sexualidade da primorosa pianista.
Segundo a mesma, Maria convidava variadíssimas vezes conhecidos seus para visitarem os seus aposentos com o pretexto de lhes apresentar as suas novas músicas... situação que redundava sempre em alegres tardes e noites jorradas de sexo intenso e ruidoso.
Ricardina chega mesmo a dizer:
“A galhofa era tanta que o meu sobrinho Henrique ia para a porta dos aposentos espreitar pela fechadura e bater no bichito, que na altura mal sabia o que aquilo era...”
Questionada sobre a identidade dos amigos que a visitavam com regularidade, Ricardina disse que à excepção do motorista, do jardineiro e de um jovem que recolhia fundos para a Cruz Vermelha, apenas reconheceu um senhor “meio mirolho” que também cantava na televisão...
Ora posto isto, foi um caminho fácil de percorrer até chegar à conversa com José Cid, esse ícone da música paraolímpica nacional.
Quando confrontado com a inocente pergunta: “É verdade que era presença habitual na casa de Maria Guinot?” , Zé Cid respondeu de pronto: “Eu nunca participei de nenhum dos repastos dessa senhora, não conhecia os seus aposentos e nunca estive presente em nenhuma das suas orgias...”
Posto isto, não há porque duvidar da palavra do cantor...
Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou
Mas o passado que Maria Guinot quis sempre esconder é bem mais entusiasmante que a sua prestação musical.
A letra da sua música vencedora é sintomática dos prazeres a que se deleitava nos seus aposentos.
Ricardina, antiga mordomo da casa de Maria, de onde saiu em litígio em meados da década de 90, confirma as mais recalcadas suspeitas sobre a sexualidade da primorosa pianista.
Segundo a mesma, Maria convidava variadíssimas vezes conhecidos seus para visitarem os seus aposentos com o pretexto de lhes apresentar as suas novas músicas... situação que redundava sempre em alegres tardes e noites jorradas de sexo intenso e ruidoso.
Ricardina chega mesmo a dizer:
“A galhofa era tanta que o meu sobrinho Henrique ia para a porta dos aposentos espreitar pela fechadura e bater no bichito, que na altura mal sabia o que aquilo era...”
Questionada sobre a identidade dos amigos que a visitavam com regularidade, Ricardina disse que à excepção do motorista, do jardineiro e de um jovem que recolhia fundos para a Cruz Vermelha, apenas reconheceu um senhor “meio mirolho” que também cantava na televisão...
Ora posto isto, foi um caminho fácil de percorrer até chegar à conversa com José Cid, esse ícone da música paraolímpica nacional.
Quando confrontado com a inocente pergunta: “É verdade que era presença habitual na casa de Maria Guinot?” , Zé Cid respondeu de pronto: “Eu nunca participei de nenhum dos repastos dessa senhora, não conhecia os seus aposentos e nunca estive presente em nenhuma das suas orgias...”
Posto isto, não há porque duvidar da palavra do cantor...
Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou
5.2.04
A mina está morta!
Esta é a resposta de Xico Moleiro quando questionado sobre o futuro das minas da panasqueira.
Não adianta dizer-mos que não somos retrógrados, que somos compreensivos e até liberais, porque as evidências estão aí, meus amigos!
E o que faz o bloco de esquerda? Nada.
Se fosse para o pessoal da mina poder adoptar crianças, mesmo que extemporaneamente, o jovem baluarte Francisco, apareceria a dar voz aos minopanasqueiros. Assim, talvez a mina*, e digo talvez porque não faço a mínima ideia se é verdade, não o justifique.
E o que faz a Opus Gay? Nada!
Mas será que o volfrâmio não o justifica? O Volfrâmio, meus amigos! O Volfrâmio é o segundo melhor amigo do homem, logo depois do cão, e isso deve ter sido em conta.
E António Serzedelo? Se o chamassem de panasqueiro-mor, ele não acharia piada, mas pelos minopanasqueiros ele não faz nada. E ainda se gaba que “faltava à comunidade gay alguém que falasse por e para eles...”.
Mas onde vai parar este País, meu Deus? Passaremos para lá do Atlântico? Hummm...
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
* Mina – jovem brasileira com cabelos da hora e corpo de violão. Também conhecida por brasília amarela, pitchula, chuchuzinho e feijão com jabá.
Não adianta dizer-mos que não somos retrógrados, que somos compreensivos e até liberais, porque as evidências estão aí, meus amigos!
E o que faz o bloco de esquerda? Nada.
Se fosse para o pessoal da mina poder adoptar crianças, mesmo que extemporaneamente, o jovem baluarte Francisco, apareceria a dar voz aos minopanasqueiros. Assim, talvez a mina*, e digo talvez porque não faço a mínima ideia se é verdade, não o justifique.
E o que faz a Opus Gay? Nada!
Mas será que o volfrâmio não o justifica? O Volfrâmio, meus amigos! O Volfrâmio é o segundo melhor amigo do homem, logo depois do cão, e isso deve ter sido em conta.
E António Serzedelo? Se o chamassem de panasqueiro-mor, ele não acharia piada, mas pelos minopanasqueiros ele não faz nada. E ainda se gaba que “faltava à comunidade gay alguém que falasse por e para eles...”.
Mas onde vai parar este País, meu Deus? Passaremos para lá do Atlântico? Hummm...
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
* Mina – jovem brasileira com cabelos da hora e corpo de violão. Também conhecida por brasília amarela, pitchula, chuchuzinho e feijão com jabá.
4.2.04
A Sésamo o que é de Sésamo!
A segunda votação on-line está já disponível. A mesma terá importância substancial no futuro deste blog, que sempre se associou à causa histórica, as suas facetas mais estranhas, e ao umbigo, mesmo que desconhecido, de muitos.
Dá para perceber?
Eu sei lá se dá...
Dá para perceber?
Eu sei lá se dá...
3.2.04
O Ti Samuel
Chegou ao final a primeira votação on-line deste blog. O grande vencedor foi a ‘mousse de chocolate’, embora o ‘bacalhau com todos’ tenha movido uma feroz perseguição na parte final da votação.
Pelo caminho ficou inexplicavelmente a ranha de dromedário, uma espécie de Howard Dean à moda cá do burgo!
Sim, a gelatina de tomate fez de Kucinich!
Definitivamente, os valores do antigamente estão ultrapassados, pois só assim o bacalhau, mesmo que só tivesse alguns, poderia perder. Estamos cada vez mais parecidos com a terra do Ti Samuel.
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
Pelo caminho ficou inexplicavelmente a ranha de dromedário, uma espécie de Howard Dean à moda cá do burgo!
Sim, a gelatina de tomate fez de Kucinich!
Definitivamente, os valores do antigamente estão ultrapassados, pois só assim o bacalhau, mesmo que só tivesse alguns, poderia perder. Estamos cada vez mais parecidos com a terra do Ti Samuel.
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
2.2.04
Medo
Hoje acordei sobressaltada e não posso deixar de relacionar a situação com o medo gélido que me varreu o corpo durante todo o dia de ontem ao saber o que andam a fazer ao Mourinho.
Então agora querem mandar o único homem de jeito que anda metido no futebol embora? Mas está tudo tolo? Alguém já parou conscientemente para olhar para o Mourinho?
Não me venham dizer que eu fui a única que reparei no charme do homem! Aquela barbinha sempre por fazer deixa qualquer adepto(a) maluko(a). Eu própria não me importaria de ser treinada pelo Mourinho.
E mais, se querem mandar alguém embora porque não mandam o gajo gordo e bruto espanhol, ou o engenheiro da carapinha! Que raio de falta fazem eles? Como eles arranjam-se no Colombo ao domingo resmas de homens...
Deixem-se lá de brincadeiras, que ainda fazem o clube do Mourinho perder, o homem chateia-se e com razão, e depois quem ganha com isto são as empregadas dos supermercados dos subúrbios de Londres, e eu não quero isso...
Então agora querem mandar o único homem de jeito que anda metido no futebol embora? Mas está tudo tolo? Alguém já parou conscientemente para olhar para o Mourinho?
Não me venham dizer que eu fui a única que reparei no charme do homem! Aquela barbinha sempre por fazer deixa qualquer adepto(a) maluko(a). Eu própria não me importaria de ser treinada pelo Mourinho.
E mais, se querem mandar alguém embora porque não mandam o gajo gordo e bruto espanhol, ou o engenheiro da carapinha! Que raio de falta fazem eles? Como eles arranjam-se no Colombo ao domingo resmas de homens...
Deixem-se lá de brincadeiras, que ainda fazem o clube do Mourinho perder, o homem chateia-se e com razão, e depois quem ganha com isto são as empregadas dos supermercados dos subúrbios de Londres, e eu não quero isso...
29.1.04
Jet Toitô!
Betty, após o marido sair de casa para a depilação diária, telefona-lhe:
- Tô?
Do outro lado, José responde:
- Tâ? Qridâ? És tú?
Betty, com ar desesperado, desabafa!
- Qridô, comprei um puzzle, mas agora não o consigo fazeeer! Estou muuuuito confusâ. Puxâ, as pêças parecem tôôôdas iguais...
- Calma, qridâ. Que desenho é o puzzle?
- Não sei bem, mas parece-me um galo renascentista, séculô XVI, sei lá...
- Calma qridâ, deve ser dos dífiííceis... eu já aí vô e ajudô a Bettyzinha, ceerto?
- Está bém, anda rapidô!
O marido chega e pergunta:
- Onde está o puzzle, qridâ?
- Aqui, aqui, amorê!...
(silêncio...)
...
(silêncio...)
...
(o silêncio quebra-se...)
- Qridâ, vamos fazer assim... metes os Corn Flakes outra vez na caixa... e não se fala mais nisso amorê, está bém?
- Tô?
Do outro lado, José responde:
- Tâ? Qridâ? És tú?
Betty, com ar desesperado, desabafa!
- Qridô, comprei um puzzle, mas agora não o consigo fazeeer! Estou muuuuito confusâ. Puxâ, as pêças parecem tôôôdas iguais...
- Calma, qridâ. Que desenho é o puzzle?
- Não sei bem, mas parece-me um galo renascentista, séculô XVI, sei lá...
- Calma qridâ, deve ser dos dífiííceis... eu já aí vô e ajudô a Bettyzinha, ceerto?
- Está bém, anda rapidô!
O marido chega e pergunta:
- Onde está o puzzle, qridâ?
- Aqui, aqui, amorê!...
(silêncio...)
...
(silêncio...)
...
(o silêncio quebra-se...)
- Qridâ, vamos fazer assim... metes os Corn Flakes outra vez na caixa... e não se fala mais nisso amorê, está bém?
26.1.04
Votações on-line
As sobremesas deram muito que falar e entre os muitos mail’s com sugestões, aqui fica uma nova faceta do blog – votações on-line. Votem no passatempo ao lado e escrevam nos comentários a razão da vossa escolha!
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
24.1.04
Quem diria?!?
A receita da minha avó trouxe resultados inesperados. A exposição feita pela Maria foi deliciosa, e os conselhos dados pela Mariana serão concerteza seguidos na primeira oportunidade. Embora não seja grande adepta de multidões, confesso.
Mas o mais curioso depoimento chegou de Braga, do António Costa, e passo a citar:
“ … sou proprietário de um reconhecido espaço dado à restauração, frequentado essencialmente por gente jovem da Universidade… ”
O António intitula-se como alguém de meia idade com um espírito jovem, o que me apraz. Óptimo cozinheiro, diz ele, e eu confesso – sorte a da mãe.
Em relação ao post propriamente dito, o referido cozinheiro sentiu-se “repugnado com a utilização de ‘baba de camelo’ (?!?) para fins sexuais!”. Para fins sexuais? Fins sexuais? Sexuais?
Adiante.
Segundo o próprio, ele aconselha o uso alternativo de mousse de chocolate polvilhada com café moído. Por mim, tudo bem. Se a mousse for caseira, dada a situação, até poderá verificar-se uma espécie de redundância divertida.
Agora o que é de realçar é a forma como o uso… afrodisíaco da mousse foi despoletado no António.
Segundo ele, tudo aconteceu num jantar de jovens universitários (quem diria!?!) que questionaram um dos seus empregados (vou chamar-lhe o Costinha…) sobre a possibilidade de lhes servirem mousse polvilhada com café para sobremesa.
Pelos vistos a mousse era já a especialidade, logo, depois de uma breve explicação, o Costinha lá preparou a iguaria. Mas a estupefacção do empregado surgiu quando ouviu um comentário claro de que a iguaria teria um sabor ainda melhor quando barrada no corpo de uma menina. Eu acrescento que num menino não seria de todo pior.
Ao chegar da mesa o empregado terá informado o António da situação e terá inclusive comentado com uma colega também empregada de mesa, que terá corado e dito que não comentava (quem diria!?!). Tal reacção provocou a curiosidade do António, que segundo o próprio, nessa mesma noite terá levado mousse para casa (quem diria!?!) e terá constatado os poderes da vil mousse (situação descrita pelo próprio e não comprovada pela nossa redacção…).
Imoralidade da estórinha: Não se deixe ficar pela primeira iguaria que lhe aparecer!
António, a conta, por favor!
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
Mas o mais curioso depoimento chegou de Braga, do António Costa, e passo a citar:
“ … sou proprietário de um reconhecido espaço dado à restauração, frequentado essencialmente por gente jovem da Universidade… ”
O António intitula-se como alguém de meia idade com um espírito jovem, o que me apraz. Óptimo cozinheiro, diz ele, e eu confesso – sorte a da mãe.
Em relação ao post propriamente dito, o referido cozinheiro sentiu-se “repugnado com a utilização de ‘baba de camelo’ (?!?) para fins sexuais!”. Para fins sexuais? Fins sexuais? Sexuais?
Adiante.
Segundo o próprio, ele aconselha o uso alternativo de mousse de chocolate polvilhada com café moído. Por mim, tudo bem. Se a mousse for caseira, dada a situação, até poderá verificar-se uma espécie de redundância divertida.
Agora o que é de realçar é a forma como o uso… afrodisíaco da mousse foi despoletado no António.
Segundo ele, tudo aconteceu num jantar de jovens universitários (quem diria!?!) que questionaram um dos seus empregados (vou chamar-lhe o Costinha…) sobre a possibilidade de lhes servirem mousse polvilhada com café para sobremesa.
Pelos vistos a mousse era já a especialidade, logo, depois de uma breve explicação, o Costinha lá preparou a iguaria. Mas a estupefacção do empregado surgiu quando ouviu um comentário claro de que a iguaria teria um sabor ainda melhor quando barrada no corpo de uma menina. Eu acrescento que num menino não seria de todo pior.
Ao chegar da mesa o empregado terá informado o António da situação e terá inclusive comentado com uma colega também empregada de mesa, que terá corado e dito que não comentava (quem diria!?!). Tal reacção provocou a curiosidade do António, que segundo o próprio, nessa mesma noite terá levado mousse para casa (quem diria!?!) e terá constatado os poderes da vil mousse (situação descrita pelo próprio e não comprovada pela nossa redacção…).
Imoralidade da estórinha: Não se deixe ficar pela primeira iguaria que lhe aparecer!
António, a conta, por favor!
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
20.1.04
Se eu fosse o Buda!
Como devem já ter reparado, o Buda é reconhecido, para além da barriguita pronunciada, pela inteligência com que responde a algumas questões... ou então não! E eu adoro o Buda...
Hoje fui confrontado com a seguinte pergunta/charada: "De onde cai a chuva?"
A principio pensei que a pergunta era perfeitamente estúpida... e que talvez vez fosse assim por causa do teor de gordura no sangue da pessoa que me fez essa pergunta, mas depois pensei:
- Alto aí, o teor de gordura no meu sangue também é alto e eu não ando por aí a fazer perguntas estúpidas!!!
E logo de seguida pensei:
- Talvez seja boa ideia pensar melhor se a pergunta é assim tão estúpida ou se até faz algum sentido!
Três semanas depois... depois de pensar ...
Et voilá!!! Fez-se luz!!! Já tinha chegado a uma conclusão:
- Ora aí está uma bela pergunta!!! Aí está um bom assunto para reflectir nas próximas horas, quem sabe até se dias...
Cheguei até a pensar em semanas, mas depois desisti da ideia porque acho que seria demasiado tempo, mesmo para uma pergunta tão interessante!
De onde cai, então, a chuva?
Bom, na minha óptica (mesmo com 5,25 dioptrias no olho direito e 4,75 no esquerdo...), disse:
- Mas que simples... a chuva cai de cima!!! Claro, cai de cima...
Mas depois inspirei fundo e questionei-me:
- Mas tu és burro?!? Será que estou a encontrar uma justificação para essas orelhas? Tu és parvo ou quê? A chuva vem de cima?!? De cima, de onde?!? Onde é que fica o cima?!? No céu, se calhar, minha besta?!? No céu ficam os anjinhos... meu anormal!!!!!!!!!
Bom, descontrolei-me tanto comigo que quando dei por mim estava quase a espumar pela boca e a babar-me todo... algo que não desejava nem a mim próprio, mesmo que naquele momento estivesse irado comigo! E então inspirei novamente e disse alto e em bom som:
- CALMA, .....!!! (as reticências simbolizam um palavrão que não consigo evitar nas situações de maior aperto...) Vamos lá ter CALMA senão ainda nos aleijámos mutuamente!!!
- E eu, que tenho muito respeito por mim próprio, concordei logo comigo!
De seguida pus-me à procura de uma explicação para encontrar o local de onde vem a chuva e pensei:
- Kesse dezere, a chuva aparece de cima, isso é um facto, logo de baixo é que ela não vem! Estava encontrado o fio à meada, e agora era só enrolar... Com esta conclusão podem pensar que me quero gabar de ser muito perspicaz (quiçá inteligente... ), mas se pensarem bem é uma conclusão lógica! Acreditem que nem me custou assim muito...
Se a chuva vem de cima, então vamos começar a procurar em cima! Lembrei-me logo das nuvens, essas malandras que tão sempre a mudar de sítio e cor e nunca se consegue perceber muito bem o que se passa lá dentro!!! Bom, sem divagar muito, dirigi-me à enciclopédia mais próxima, onde encontrei esse legado da Natureza que é a definição de nuvem:
“Porção de algodão fofinho, normalmente cortado às rodelas que está umas vezes seco e outras vezes molhado”.
Fiquei convencido! Jamais uma criatura doce como a nuvem poderia ser a fonte da chuva!
Mas alto lá!!! A minha avó passa a vida a dizer que já se acabou o tempo das coisas boas!!! Huuummmmm... a não ser que essa linda criatura fosse uma pérfida malvada que quisesse transparecer toda aquela beleza só para ninguém desconfiar que ela é a responsável pela chuva!!!!
Será?!? Será que ela era capaz de uma coisa dessas? Eu não queria acreditar e eu também não... escusado será dizer que me sentia profundamente dividido! Por um lado dizia – “Como é possível tanto cinismo em tanto algodão?” enquanto por outro exclamava a viva voz: “ Já nem no algodão se pode confiar?!?”.
Estava destroçado com a minha descoberta... :(
E só pensava:
- Mas porque é que eu me pus a pensar nisto?!? Eu, que vivia tão bem, mesmo iludido que as nuvens não tinham ponta de malvadez? Mas porquê eu, meu Deus? Não podia ter sido outro?
Mas já era tarde demais...
Hoje fui confrontado com a seguinte pergunta/charada: "De onde cai a chuva?"
A principio pensei que a pergunta era perfeitamente estúpida... e que talvez vez fosse assim por causa do teor de gordura no sangue da pessoa que me fez essa pergunta, mas depois pensei:
- Alto aí, o teor de gordura no meu sangue também é alto e eu não ando por aí a fazer perguntas estúpidas!!!
E logo de seguida pensei:
- Talvez seja boa ideia pensar melhor se a pergunta é assim tão estúpida ou se até faz algum sentido!
Três semanas depois... depois de pensar ...
Et voilá!!! Fez-se luz!!! Já tinha chegado a uma conclusão:
- Ora aí está uma bela pergunta!!! Aí está um bom assunto para reflectir nas próximas horas, quem sabe até se dias...
Cheguei até a pensar em semanas, mas depois desisti da ideia porque acho que seria demasiado tempo, mesmo para uma pergunta tão interessante!
De onde cai, então, a chuva?
Bom, na minha óptica (mesmo com 5,25 dioptrias no olho direito e 4,75 no esquerdo...), disse:
- Mas que simples... a chuva cai de cima!!! Claro, cai de cima...
Mas depois inspirei fundo e questionei-me:
- Mas tu és burro?!? Será que estou a encontrar uma justificação para essas orelhas? Tu és parvo ou quê? A chuva vem de cima?!? De cima, de onde?!? Onde é que fica o cima?!? No céu, se calhar, minha besta?!? No céu ficam os anjinhos... meu anormal!!!!!!!!!
Bom, descontrolei-me tanto comigo que quando dei por mim estava quase a espumar pela boca e a babar-me todo... algo que não desejava nem a mim próprio, mesmo que naquele momento estivesse irado comigo! E então inspirei novamente e disse alto e em bom som:
- CALMA, .....!!! (as reticências simbolizam um palavrão que não consigo evitar nas situações de maior aperto...) Vamos lá ter CALMA senão ainda nos aleijámos mutuamente!!!
- E eu, que tenho muito respeito por mim próprio, concordei logo comigo!
De seguida pus-me à procura de uma explicação para encontrar o local de onde vem a chuva e pensei:
- Kesse dezere, a chuva aparece de cima, isso é um facto, logo de baixo é que ela não vem! Estava encontrado o fio à meada, e agora era só enrolar... Com esta conclusão podem pensar que me quero gabar de ser muito perspicaz (quiçá inteligente... ), mas se pensarem bem é uma conclusão lógica! Acreditem que nem me custou assim muito...
Se a chuva vem de cima, então vamos começar a procurar em cima! Lembrei-me logo das nuvens, essas malandras que tão sempre a mudar de sítio e cor e nunca se consegue perceber muito bem o que se passa lá dentro!!! Bom, sem divagar muito, dirigi-me à enciclopédia mais próxima, onde encontrei esse legado da Natureza que é a definição de nuvem:
“Porção de algodão fofinho, normalmente cortado às rodelas que está umas vezes seco e outras vezes molhado”.
Fiquei convencido! Jamais uma criatura doce como a nuvem poderia ser a fonte da chuva!
Mas alto lá!!! A minha avó passa a vida a dizer que já se acabou o tempo das coisas boas!!! Huuummmmm... a não ser que essa linda criatura fosse uma pérfida malvada que quisesse transparecer toda aquela beleza só para ninguém desconfiar que ela é a responsável pela chuva!!!!
Será?!? Será que ela era capaz de uma coisa dessas? Eu não queria acreditar e eu também não... escusado será dizer que me sentia profundamente dividido! Por um lado dizia – “Como é possível tanto cinismo em tanto algodão?” enquanto por outro exclamava a viva voz: “ Já nem no algodão se pode confiar?!?”.
Estava destroçado com a minha descoberta... :(
E só pensava:
- Mas porque é que eu me pus a pensar nisto?!? Eu, que vivia tão bem, mesmo iludido que as nuvens não tinham ponta de malvadez? Mas porquê eu, meu Deus? Não podia ter sido outro?
Mas já era tarde demais...
19.1.04
3 décadas depois...
Dia 17 passaram-se 6 meses sobre o início deste blog.
Desde lá muita coisa mudou. O divertimento é o mesmo.
Aos que me continuam a ler: Obrigado. Sem vocês não teria o mesmo divertimento.
Aos que entretanto me deixaram de ler: Parabéns, boa recuperação.
Aos que um dia me irão ler: Não o façam, não é saudável.
A todos:
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
Desde lá muita coisa mudou. O divertimento é o mesmo.
Aos que me continuam a ler: Obrigado. Sem vocês não teria o mesmo divertimento.
Aos que entretanto me deixaram de ler: Parabéns, boa recuperação.
Aos que um dia me irão ler: Não o façam, não é saudável.
A todos:
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
16.1.04
Saldos
Não tive tempo de passar no Harrod’s, é certo, mas ontem comprei umas calças na Berschka.
Ainda vou procurar uma saia na Beresnaya, um top na Prokofyeva, um casaco na Rogacheva e claro, uma roupa interior no Myschka. Impagável.
Como é fácil sentir-me mais nova sem recorrer a cirurgiões.
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
Ainda vou procurar uma saia na Beresnaya, um top na Prokofyeva, um casaco na Rogacheva e claro, uma roupa interior no Myschka. Impagável.
Como é fácil sentir-me mais nova sem recorrer a cirurgiões.
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
13.1.04
Uma família esquisita
Venho apenas pedir desculpas aos meus leitores, e especialmente aos comentadores, pela indisponibilidade da ‘Blogspeak’, que pelos vistos se calou.
Ora, segundo o fulano da Blogspeak, o conhecido ‘Linguareiro’, para terminarem os erros com JavaScript (seja lá quem este for...), teria que apagar do código em html (pelos vistos familiar próximo do anterior...) as porções relativas à introdução dos comentários.
Dito e feito.
Javascript errors, out of here!
Mas se vos aparecer uma janelinha catita a dizer que uns números grandes estão com problemas de memória por causa de não sei o quê, então dêem-lhe um analgésico, que é como quem diz apliquem-lhe um ‘ctr+F5’, que passa logo.
Logo que a Blogspeak voltar a falar, serão novamente introduzidos os comentários.
Isto dos computadores é muito engraçado.
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
Ora, segundo o fulano da Blogspeak, o conhecido ‘Linguareiro’, para terminarem os erros com JavaScript (seja lá quem este for...), teria que apagar do código em html (pelos vistos familiar próximo do anterior...) as porções relativas à introdução dos comentários.
Dito e feito.
Javascript errors, out of here!
Mas se vos aparecer uma janelinha catita a dizer que uns números grandes estão com problemas de memória por causa de não sei o quê, então dêem-lhe um analgésico, que é como quem diz apliquem-lhe um ‘ctr+F5’, que passa logo.
Logo que a Blogspeak voltar a falar, serão novamente introduzidos os comentários.
Isto dos computadores é muito engraçado.
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
12.1.04
Receita da avó
Ingredientes
6 ovos caseiros
1 lata de leite condensado
2 pacotes de natas
100 gr de amêndoa moída
1 louro de olhos verdes, de físico assinalável
1 colher de pau
Modo de preparação
Leia cuidadosamente a lista dos ingredientes, e confira novamente se os possui. Os olhos verdes não são, de facto, importantes! Mas o físico é fulcral...
Separe as gemas das claras, e guarde as claras no frigorífico para fazer uma omoleta no dia seguinte. Coza o leite condensado durante uma hora.
Pegue nas 100gr de amêndoa com que fez um desenho fálico na mesa e volte a colocá-las numa taça, porque serão necessárias mais tarde.
Bata os 2 pacotes de natas, de olhos fechados, ao som de ‘You can leave your hat on...’. Ao contrário do que pode pensar, deverá batê-las de cima para baixo. Não abra os olhos. Bata-as até ficarem cremosas. Isso mesmo.
Tire a camisolinha ao louro e não se fique por aqui. Tem aproximadamente 1 hora para esperar pelo leite. O condensado.
...
1 hora depois...
...
Agora junte as gemas ao leite acabado de cozer. De seguida envolva as natas esmeradamente batidas na mistura anterior. Repare bem - envolva, não misture! No final polvilhe com o que sobrou da amêndoa.
Pegue na colher de pau, repare bem, na colher, e no louro, por onde quiser, e leve-o para um local sossegado onde o possa deitar.
Agora deverá, com a ajuda da colher, barrar a seu gosto o creme obtido no louro, não sem antes o ter provado, por forma a que a língua se oriente nos momentos seguintes.
O caminho a percorrer pela referida língua ficará ao critério de cada uma.
Sirva quente!!!
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
6 ovos caseiros
1 lata de leite condensado
2 pacotes de natas
100 gr de amêndoa moída
1 louro de olhos verdes, de físico assinalável
1 colher de pau
Modo de preparação
Leia cuidadosamente a lista dos ingredientes, e confira novamente se os possui. Os olhos verdes não são, de facto, importantes! Mas o físico é fulcral...
Separe as gemas das claras, e guarde as claras no frigorífico para fazer uma omoleta no dia seguinte. Coza o leite condensado durante uma hora.
Pegue nas 100gr de amêndoa com que fez um desenho fálico na mesa e volte a colocá-las numa taça, porque serão necessárias mais tarde.
Bata os 2 pacotes de natas, de olhos fechados, ao som de ‘You can leave your hat on...’. Ao contrário do que pode pensar, deverá batê-las de cima para baixo. Não abra os olhos. Bata-as até ficarem cremosas. Isso mesmo.
Tire a camisolinha ao louro e não se fique por aqui. Tem aproximadamente 1 hora para esperar pelo leite. O condensado.
...
1 hora depois...
...
Agora junte as gemas ao leite acabado de cozer. De seguida envolva as natas esmeradamente batidas na mistura anterior. Repare bem - envolva, não misture! No final polvilhe com o que sobrou da amêndoa.
Pegue na colher de pau, repare bem, na colher, e no louro, por onde quiser, e leve-o para um local sossegado onde o possa deitar.
Agora deverá, com a ajuda da colher, barrar a seu gosto o creme obtido no louro, não sem antes o ter provado, por forma a que a língua se oriente nos momentos seguintes.
O caminho a percorrer pela referida língua ficará ao critério de cada uma.
Sirva quente!!!
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
8.1.04
Inhuáinhuá!
Na segunda-feira pelas 20 horas, o nosso presidente da república monopolizou os jornais televisivos dos diferentes canais. Só lhe fica bem, porque um presidente quer-se dominador.
No discurso apelou à calma e à contenção, verbal e não só. E foi aqui que o discurso me tocou. Parecia que estava a ver-me a fazer um discurso para a galdéria da vizinha de cima.
A minha vizinha de cima pareceu-me bom postal desde o primeiro momento, mas nunca pensei que toda aquela pujança aparente, e notória no peso, fosse de tal diversidade verbal.
Eu própria pensei ser bastante original e criativa na hora de dar azo ao prazer, mas depois de acordar às tantas da manhã com frases como ‘Mais rápido, mais rápido… quero que sejas o meu TGV!’ ou ‘Força, força… fooooorça meu Rambo!’, pinceladas numa respiração ofegante, e a meias com uns gemidos estridentes, fiquei estupefacta com a minha timidez nos momentos mais ‘duros’.
O principal problema é que o ninho de permutas de fluidos de cariz sexual é mesmo por cima do meu quarto. A cama dos anos trinta (conclusão tirada após longo estudo do timbre do ranger da própria…) parece, por vezes, desafiar desgarradamente os gritos da sua dona. Rooooinc, fiuuunncc, chrecccc e inhuáinhuá são as principais frases que se tiram do raio da cama.
Agora imaginem o que é estar a tentar dormir ao som de um ‘foooorrrççça … rooooinccc … aíííí … chreccc… uaaahhhh… fiuuunncc… não pares… inhuáinhuá… agora, agora! ’ e vocês rapidamente perceberão o porquê das declarações do presidente, homem sabido e sempre atento aos nossos problemas.
Sigam o conselho dele, e tenham calma, sejam contidos e se possível troquem as molas das camas, pelos vossos vizinhos!
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
No discurso apelou à calma e à contenção, verbal e não só. E foi aqui que o discurso me tocou. Parecia que estava a ver-me a fazer um discurso para a galdéria da vizinha de cima.
A minha vizinha de cima pareceu-me bom postal desde o primeiro momento, mas nunca pensei que toda aquela pujança aparente, e notória no peso, fosse de tal diversidade verbal.
Eu própria pensei ser bastante original e criativa na hora de dar azo ao prazer, mas depois de acordar às tantas da manhã com frases como ‘Mais rápido, mais rápido… quero que sejas o meu TGV!’ ou ‘Força, força… fooooorça meu Rambo!’, pinceladas numa respiração ofegante, e a meias com uns gemidos estridentes, fiquei estupefacta com a minha timidez nos momentos mais ‘duros’.
O principal problema é que o ninho de permutas de fluidos de cariz sexual é mesmo por cima do meu quarto. A cama dos anos trinta (conclusão tirada após longo estudo do timbre do ranger da própria…) parece, por vezes, desafiar desgarradamente os gritos da sua dona. Rooooinc, fiuuunncc, chrecccc e inhuáinhuá são as principais frases que se tiram do raio da cama.
Agora imaginem o que é estar a tentar dormir ao som de um ‘foooorrrççça … rooooinccc … aíííí … chreccc… uaaahhhh… fiuuunncc… não pares… inhuáinhuá… agora, agora! ’ e vocês rapidamente perceberão o porquê das declarações do presidente, homem sabido e sempre atento aos nossos problemas.
Sigam o conselho dele, e tenham calma, sejam contidos e se possível troquem as molas das camas, pelos vossos vizinhos!
Portem-se mal, mas com classe!
Rata
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