29.3.04

A caldeirona

Sábado. Final de tarde. A rata, aos saltos, recolhe ao sofá para fazer tempo para a noite que se mostrava entusiasmante.
Discreto, um tímido 7 fazia-se notar no comando da televisão. Arrisco.

No canal brasileiro está a ser exibido um programa/concurso sugestivo. Praia, sol, e tudo semi-despido. Não parecia mal para começar a noite.

Não tendo total certeza, pareceu-me que o programa se chamava ‘Caldeirão do Hulk’. Um nome claramente brasileiro, portanto!

Para não me alongar muito passo a tentar descrever uma das duas provas a que tive oportunidade de assistir, mesmo só estando perante o televisor uns parcos 20 minutos.

Embora a outra prova fosse extremamente educativa, pois consistia numa espécie de salto em comprimento com um guarda-sol aberto, segundo o apresentador, para preparar os concorrentes para possíveis desastres aéreos (!?!?!?), optei por tentar descrever a outra prova, que tinha o propósito de publicitar um produto alimentício.

Presumo que todas vós conheçam o gelado Calippo da Olá. Lá, o sorvete era similar, mas em vez de vir num saquinho, vinha já ‘espetado num pau’, o que se mostrou bastante útil para a própria prova. Adiante.

O objectivo da prova era receber o dito gelado e, sem morder (e percebe-se porquê...), ou seja apenas com os lábios e língua, tentar diminuir o volume do gelado o mais possível.

Os concorrentes eram um jovem, que esteve cabisbaixo toda a prova, vá-se lá saber porquê... e uma menina muito apresentável, que respondeu à selecção para a prova com um sorriso de orelha a orelha. Veremos já de seguida que o capital de auto-confiança era compreensível.

O tempo da prova era de um minuto. Um minuto que foi passado primeiro em estupefacção pela ‘desenvoltura’ da menina e depois em compulsivas gargalhadas pelos comentários do apresentador em relação ao que estava a assistir.

Mesmo antes da prova começar, o apresentador avisou os concorrentes que seriam desclassificados casos mordessem o gelado. Segundo o próprio só era possível “chupar e lamber!”. Sugestivo.

Quando a prova começou, a concorrente abocanhou de tal forma o gelado que parecia que o mundo estava prestes a acabar! Metia e tirava o gelado da boca com tal velocidade que parecia um coelho em pleno coito. Ela estava a levar o “chupar” que o apresentador referira demasiado a sério.
Em poucos segundos a concorrente já rodava o gelado, fazendo-o inclusive embater no interior das bochechas, de forma vigorosa!
O apresentador, espantado pela sinceridade emprestada à prova, soltou um sincero:

“Estamos a caminho do record do Mundo, cara!!! Si protejam desta minina!”

A parte final da prova eu já não consegui visualizar em condições de descrever.
No final, o apresentador, depois de comparar o volume que desaparecera dos gelados, perguntou ao concorrente derrotado: “O que me diz desta prova?”. O jovem, pasmado, respondeu: “Nem com mais 10 minutos eu ganhava dela!”

Na verdade, o gelado da jovem apresentava metade do volume do gelado do adversário. Terá sido a vitória da experiência.
Após a entrega dos prémios, a jovem concorrente, provavelmente já assustada com tantos assobios e piropos vindos na sua direcção despediu-se com uma frase enigmática:

“Ô geinti, eu nunca fiz isso antes não...”

Acredito piamente que não. Doidivanas. Maluka.

Portem-se mal, mas com classe!

26.3.04

Causas Naturais

Naturalmente chovia a potes!
Naturalmente fazia um briol desgraçado!
Naturalmente corria água debaixo da ponte que era um exagero!
Naturalmente o pilar deu às de Vila Diogo!
Naturalmente aquilo não era hora de um autocarro passar, ainda para mais cheio de gente!
Naturalmente a Justiça é a portuguesa!
Naturalmente!

Portem-se mal, mas com classe!

25.3.04

‘Sem’ propostas para a família

Ainda há alguém neste Governo que tem sentido de humor...

Portem-se mal, mas com classe!

19.3.04

Como seria analisado o pós-atentado?

E o pós-atentado? Já todas sabemos que os gajos gostam de ficar com os louros para eles! Até fazem curtas metragens para se vangloriarem, mas... e quando vissem os nossos comentadores sagrados a julgar a situação? Aqui fica o prognóstico:

MRSousa – Nesta situação, a oposição não tomou a melhor decisão e grande parte da culpa foi deles! Aproveito até para vos recomendar um livro que li ontem antes do jantar, ‘avisorroc adreuqse A’, de Ibrahim Al-Sharrafo, que mostra isso mesmo!

MMCarrilho – Foi grave. É grave. E com este PS não vai melhorar. Tenho pena. Muita pena. O que é grave. Muito grave.

MSTavares – De facto os acessos aos local do atentado são péssimos. Estes nossos políticos acham que os atentados são só as explosões e os mortos, não se preocuparam, nem preocupam com os acessos! E a falta de ventiladores nos hospitais? Uma vergonha! E o penalty sobre o Deco?

Cavaco Silva – É de facto preocupante pensar que há por aí uns tipos a quererem-nos pressionar, mas não vou de facto dizer se sou ou não candidato!

MMGuedes – Boa noite. Terrível. Bombástico. Alarmante. Destruidor. Uma notícia TVI. A D.Genoveva gasta 400€ em medicação por mês e ganha 357€ de reforma. Terrível! E como se não bastasse umas explosões sentidas na cidade abriram brechas na sua humilde casa.

Nuno Rogeiro – Os explosivos usados foram os Kitza-57 de fabrico malaio. Foram detonados por via móvel, através de um Sagem 600, com dual band e toques polifónicos. Na altura da explosão ouvia-se no celular os sons de ‘As portas de Brandenburg’, mais precisamente o décimo quarto compasso. É um procedimento tipicamente usado pelas ‘bordadeiras de Alá’.

Rata Maluka – Com mil raios, tinham mesmo explosivos a passar do prazo de validade!

Portem-se mal, mas com classe!

17.3.04

Ideias

Ao dar uma olhadela pela blogosfera, reparei que toda a gente (ou quase!) anda a opinar… sobre a possibilidade de um atentado terrorista em Portugal!
Não menosprezando as declarações políticas de Chico Louçã (o fulano é tão sério a dizer todas aquelas barbaridades que não consigo sequer brincar com aquilo…), e reportando-me apenas a possíveis atentados da Al-Qaeda (ou escumalha do género…), gostava de partilhar com vocês, mulheres sensíveis à Logística Militar – Ramo dos Atentados, umas quantas ideias.

Ideia 1
Quantos árabes conhecerão Portugal? E quando digo árabes não me refiro somente aqueles morenos do já característico “Qué tapeti? … Bô i baratu!”, mas sim a árabes capazes de reconhecer Santa Apolónia como uma estação ou as Amoreiras como um edifício alto!

Ideia 2
Aos Al-qaedistas, já ‘treinados’ de novos para morrer por Alá (ou alguém da família deste…), não será pedir demais quererem que os gajos voltem a estudar Geografia e Línguas para fazerem um atentado de jeito?

Ideia 3
Como raio se chamaria o grupo que detonaria os explosivos? Já gastaram o ‘Soldados de Alá’ e o ‘Guerreiros de Alá’, para cá lembrar-se-iam de quê? Lavradores de Alá? Picheleiros de Alá? Sargaceiros de Alá? Bordadeiras de Alá?

Ideia 4
Como descalçaria a bota Osama Bin Laden (ou em caso extremo, as sandálias…) de ter que dizer aos seus seguidores que o próximo grande atentado seria em Portugal? O que responderia quando todos lhe perguntassem: Portu…quê?

Ideia 5
O que pensariam as famílias dos mártires do ‘nosso’ atentado (sim, porque eles para além de corajosos, são burros como portas de mesquitas e templos, pois mesmo não sendo necessário até a eles se matam…), quando confrontadas com as famílias dos que morreram nas Torres Gémeas? Estariam elas de acordo com tamanha desigualdade no feito? Não seria uma brutal descriminação? (Se eu tivesse barba, nome ridículo e gostasse de morar em jeito nómada pelas montanhas do Afeganistão não teria coragem de humilhar um súbdito, mandando-o fazer um atentado em Portugal…)!

Portem-se mal, mas com classe!

15.3.04

Preocupações

A coisa que mais me preocupa no Mundo, para além do crescente desejo sexual que pulula nas lojas para recém-nascidos, é a crescente onda de atentados da Al-Qaeda pelo Mundo.
Se por um lado assisto preocupadíssima às caras sedentas de sexo que as mães produzem quando se deparam com um inofensivo biberão numa qualquer loja Chicco, não posso deixar de pensar que a repentina mudança de opção de voto dos espanhóis se ficou a dever à presumível acção da Al-Qaeda.
Mas a mim não me convencem que tudo se deveu ao pretenso manuseamento erróneo das informações sobre as origens do atentado!
Não se esqueçam, minhas amigas, que na última semana os políticos espanhóis apelaram desenfreadamente ao voto. Eu mesma só não fui lá votar porque o Alcides, amigo meu desde umas férias em Luanda, me veio cá visitar.
Ora, posto isto, presumo que muitas mulheres espanholas foram convencidas a ir votar! Provavelmente só nessa altura foram confrontadas com Zapatero e Rajoy.
Vejam lá a analogia com pessoal cá da terra e depois digam-me em quem votariam:

Eleições dia 14 de Outubro, domingo!
António Vitorino vai à frente nas sondagens contra Pedro Santana Lopes.
Na quinta-feira, 11 de Outubro, Estação de Santa Apolónia é perpetrada com dezenas de quilos de explosivos Al-Jakurk Barud de fabrico caseiro.
As forças políticas no poder culpam a FRLTM (Frente Revolucionária de Libertação de Trás-os-Montes) pelo sanguinário ataque.
No sábado, 13 de Outubro, o novo partido TSP (Todos por Santana e Portugal) mostra a evidência da origem árabe dos atentados.
Milhares de mulheres eram então violentamente convencidas a votar. Tinham que se decidir, em menos de 24horas, entre Vitorino e Santana Lopes!
Em quem votariam vocês?


Em Espanha ganhou o charme de Zapatero e deixem-se de merdas!

Portem-se mal, mas com classe!


P.S.- Omiti propositadamente o facto de Portugal, antes das eleições de Outubro, ter estado ao lado dos EUA numa reposição de ordem na Papua Nova Guiné, tendo para isso sido facultados aos americanos 2 dos novos helicópteros, 3 kalashnikovs e 4 GNR’s...

12.3.04

Uma flor

Ruben, 11 anos, conhecedor experiente das Ciências Naturais, em resposta sábia a pergunta ofensiva a conhecimentos vastos:
Pergunta: Qual é a função desempenhada pela flor, na planta?
Resposta: Dar elegância...

Portem-se mal, mas com classe!

11.3.04

Falta de tempo

Apenas por manifesta falta de tempo não congratulei Avelino Ferreira Torres pela sua postura na segunda-feira de cinzas (pós Domingo de Carnaval futeboleiro…)!
O senhor ‘Presidente de Câmara’ teve passagem efémera pelo Canal1, entre duas de treta chamou mentiroso 17 vezes a Paulo Camacho no espaço de 8,5 min, e disse aos microfones da TVI (que pena não se ter deslocado a Lisboa…) aquilo que muitos gostariam de já ter dito e que nem o ‘Equatoriano’ Miguel Sousa Tavares ousou dizer!
De uma penada proferiu:
“ A Doutora Manuela ás vezes é um bocado desbocada!”
Mesmo pecando claramente por defeito, é a frase do mês, sem margem para dúvidas!

Portem-se mal, mas com classe!

10.3.04

O Lices Peixoto

Sempre tive grande apreço por Ulisses Peixoto, o filho mais novo da família Peixoto, da qual tive oportunidade de privar com o também famoso Luís Peixoto (conhecido no meu tempo apenas por Luís Pedro dos Santos Peixoto), grande apoiante das respostas pós-biscas, dos casulos, das línguas cerradas nos lábios, no apoio acérrimo ao desporto!
Ulisses, ao contrário do que o badolas (Peixoto dixit…) Homero quis fazer crer, não passa de um político rasca, para a geração rasca.
A sua caminhada teve traços de grande epopeia, onde agora apenas se vêem memórias e prenúncios de novas aventuras, condensadas em forma de tabu.
Ulisses morava numa ilha grega que se chamava Ítaca… sôr Tabu assentou arraiais em Boliqueime de Cima! De Telémaco pouco se sabe… do filho maldito do sôr Tabu vêem-se (por pouco não resistia ao trocadilho imoral do ‘vêm-se…’) cartazes por toda a cidade.
Em Ítaca todos amavam Ulisses… por cá são mais de 40%!
Para quem sobrará o cavalo de Tróia? Fujam! Fujam!

Portem-se mal, mas com classe!

9.3.04

Que saudades!

Maldito seja o afamado Steven Marbury Smith (inventor das mensagens para tlm, vulgo sms…), e o legado que nos deixou!
Que saudades do tempo em que podíamos ser incomodadas às tantas da manhã por telefone fixo, por uma voz ofegante e muitas vezes rouca da vinhaça, a dizer-nos impropérios que no fundo, no fundo, nos subiam o ego!
Que saudades da voz rouca a dizer “Rrrraios ta parrrtam, minha porrrca….”
Hoje, por culpa do idiota do Steven não tenho mais que umas mensagens, normalmente com erros, e sem ponta de rouquidão…
…ó tempo volta pa trás… lá lá lá lá…

Portem-se mal, mas com classe!

25.2.04

O menu

Aconselho vivamente umas férias nas Maurícias, especialmente se porventura fizerem questão de provar as especialidades dos Maurícios lá do sítio. Aconselho o menu que possibilita a degustação em várias posições, com troca de servente a qualquer momento.
As Mauricinhas também são engraçadas, mas a ânsia de descobrirem um pobre coitado que as traga para a civilização poluída faz com que alguma da sedução lesbiana que realmente possuem se desvaneça.
Aconselhável também a casais ‘modernos’…

Portem-se mal, mas com classe!

9.2.04

Maria Guinot

Maria Guinot é conhecida por muitos apenas pela vitória festivaleira de 84, com “Silêncio e tanta gente”.
Mas o passado que Maria Guinot quis sempre esconder é bem mais entusiasmante que a sua prestação musical.
A letra da sua música vencedora é sintomática dos prazeres a que se deleitava nos seus aposentos.
Ricardina, antiga mordomo da casa de Maria, de onde saiu em litígio em meados da década de 90, confirma as mais recalcadas suspeitas sobre a sexualidade da primorosa pianista.
Segundo a mesma, Maria convidava variadíssimas vezes conhecidos seus para visitarem os seus aposentos com o pretexto de lhes apresentar as suas novas músicas... situação que redundava sempre em alegres tardes e noites jorradas de sexo intenso e ruidoso.
Ricardina chega mesmo a dizer:

“A galhofa era tanta que o meu sobrinho Henrique ia para a porta dos aposentos espreitar pela fechadura e bater no bichito, que na altura mal sabia o que aquilo era...”

Questionada sobre a identidade dos amigos que a visitavam com regularidade, Ricardina disse que à excepção do motorista, do jardineiro e de um jovem que recolhia fundos para a Cruz Vermelha, apenas reconheceu um senhor “meio mirolho” que também cantava na televisão...

Ora posto isto, foi um caminho fácil de percorrer até chegar à conversa com José Cid, esse ícone da música paraolímpica nacional.

Quando confrontado com a inocente pergunta: “É verdade que era presença habitual na casa de Maria Guinot?” , Zé Cid respondeu de pronto: “Eu nunca participei de nenhum dos repastos dessa senhora, não conhecia os seus aposentos e nunca estive presente em nenhuma das suas orgias...”

Posto isto, não há porque duvidar da palavra do cantor...

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou

5.2.04

A mina está morta!

Esta é a resposta de Xico Moleiro quando questionado sobre o futuro das minas da panasqueira.
Não adianta dizer-mos que não somos retrógrados, que somos compreensivos e até liberais, porque as evidências estão aí, meus amigos!
E o que faz o bloco de esquerda? Nada.
Se fosse para o pessoal da mina poder adoptar crianças, mesmo que extemporaneamente, o jovem baluarte Francisco, apareceria a dar voz aos minopanasqueiros. Assim, talvez a mina*, e digo talvez porque não faço a mínima ideia se é verdade, não o justifique.
E o que faz a Opus Gay? Nada!
Mas será que o volfrâmio não o justifica? O Volfrâmio, meus amigos! O Volfrâmio é o segundo melhor amigo do homem, logo depois do cão, e isso deve ter sido em conta.
E António Serzedelo? Se o chamassem de panasqueiro-mor, ele não acharia piada, mas pelos minopanasqueiros ele não faz nada. E ainda se gaba que “faltava à comunidade gay alguém que falasse por e para eles...”.
Mas onde vai parar este País, meu Deus? Passaremos para lá do Atlântico? Hummm...

Portem-se mal, mas com classe!

Rata

* Mina – jovem brasileira com cabelos da hora e corpo de violão. Também conhecida por brasília amarela, pitchula, chuchuzinho e feijão com jabá.

4.2.04

A Sésamo o que é de Sésamo!

A segunda votação on-line está já disponível. A mesma terá importância substancial no futuro deste blog, que sempre se associou à causa histórica, as suas facetas mais estranhas, e ao umbigo, mesmo que desconhecido, de muitos.
Dá para perceber?
Eu sei lá se dá...

3.2.04

O Ti Samuel

Chegou ao final a primeira votação on-line deste blog. O grande vencedor foi a ‘mousse de chocolate’, embora o ‘bacalhau com todos’ tenha movido uma feroz perseguição na parte final da votação.
Pelo caminho ficou inexplicavelmente a ranha de dromedário, uma espécie de Howard Dean à moda cá do burgo!
Sim, a gelatina de tomate fez de Kucinich!
Definitivamente, os valores do antigamente estão ultrapassados, pois só assim o bacalhau, mesmo que só tivesse alguns, poderia perder. Estamos cada vez mais parecidos com a terra do Ti Samuel.

Portem-se mal, mas com classe!

Rata

2.2.04

Medo

Hoje acordei sobressaltada e não posso deixar de relacionar a situação com o medo gélido que me varreu o corpo durante todo o dia de ontem ao saber o que andam a fazer ao Mourinho.
Então agora querem mandar o único homem de jeito que anda metido no futebol embora? Mas está tudo tolo? Alguém já parou conscientemente para olhar para o Mourinho?
Não me venham dizer que eu fui a única que reparei no charme do homem! Aquela barbinha sempre por fazer deixa qualquer adepto(a) maluko(a). Eu própria não me importaria de ser treinada pelo Mourinho.
E mais, se querem mandar alguém embora porque não mandam o gajo gordo e bruto espanhol, ou o engenheiro da carapinha! Que raio de falta fazem eles? Como eles arranjam-se no Colombo ao domingo resmas de homens...
Deixem-se lá de brincadeiras, que ainda fazem o clube do Mourinho perder, o homem chateia-se e com razão, e depois quem ganha com isto são as empregadas dos supermercados dos subúrbios de Londres, e eu não quero isso...

29.1.04

Jet Toitô!

Betty, após o marido sair de casa para a depilação diária, telefona-lhe:
- Tô?
Do outro lado, José responde:
- Tâ? Qridâ? És tú?
Betty, com ar desesperado, desabafa!
- Qridô, comprei um puzzle, mas agora não o consigo fazeeer! Estou muuuuito confusâ. Puxâ, as pêças parecem tôôôdas iguais...
- Calma, qridâ. Que desenho é o puzzle?
- Não sei bem, mas parece-me um galo renascentista, séculô XVI, sei lá...
- Calma qridâ, deve ser dos dífiííceis... eu já aí vô e ajudô a Bettyzinha, ceerto?
- Está bém, anda rapidô!

O marido chega e pergunta:

- Onde está o puzzle, qridâ?
- Aqui, aqui, amorê!...

(silêncio...)
...
(silêncio...)
...
(o silêncio quebra-se...)

- Qridâ, vamos fazer assim... metes os Corn Flakes outra vez na caixa... e não se fala mais nisso amorê, está bém?

26.1.04

Votações on-line

As sobremesas deram muito que falar e entre os muitos mail’s com sugestões, aqui fica uma nova faceta do blog – votações on-line. Votem no passatempo ao lado e escrevam nos comentários a razão da vossa escolha!

Portem-se mal, mas com classe!

Rata

24.1.04

Quem diria?!?

A receita da minha avó trouxe resultados inesperados. A exposição feita pela Maria foi deliciosa, e os conselhos dados pela Mariana serão concerteza seguidos na primeira oportunidade. Embora não seja grande adepta de multidões, confesso.
Mas o mais curioso depoimento chegou de Braga, do António Costa, e passo a citar:
“ … sou proprietário de um reconhecido espaço dado à restauração, frequentado essencialmente por gente jovem da Universidade… ”
O António intitula-se como alguém de meia idade com um espírito jovem, o que me apraz. Óptimo cozinheiro, diz ele, e eu confesso – sorte a da mãe.
Em relação ao post propriamente dito, o referido cozinheiro sentiu-se “repugnado com a utilização de ‘baba de camelo’ (?!?) para fins sexuais!”. Para fins sexuais? Fins sexuais? Sexuais?
Adiante.
Segundo o próprio, ele aconselha o uso alternativo de mousse de chocolate polvilhada com café moído. Por mim, tudo bem. Se a mousse for caseira, dada a situação, até poderá verificar-se uma espécie de redundância divertida.
Agora o que é de realçar é a forma como o uso… afrodisíaco da mousse foi despoletado no António.
Segundo ele, tudo aconteceu num jantar de jovens universitários (quem diria!?!) que questionaram um dos seus empregados (vou chamar-lhe o Costinha…) sobre a possibilidade de lhes servirem mousse polvilhada com café para sobremesa.
Pelos vistos a mousse era já a especialidade, logo, depois de uma breve explicação, o Costinha lá preparou a iguaria. Mas a estupefacção do empregado surgiu quando ouviu um comentário claro de que a iguaria teria um sabor ainda melhor quando barrada no corpo de uma menina. Eu acrescento que num menino não seria de todo pior.
Ao chegar da mesa o empregado terá informado o António da situação e terá inclusive comentado com uma colega também empregada de mesa, que terá corado e dito que não comentava (quem diria!?!). Tal reacção provocou a curiosidade do António, que segundo o próprio, nessa mesma noite terá levado mousse para casa (quem diria!?!) e terá constatado os poderes da vil mousse (situação descrita pelo próprio e não comprovada pela nossa redacção…).

Imoralidade da estórinha: Não se deixe ficar pela primeira iguaria que lhe aparecer!

António, a conta, por favor!

Portem-se mal, mas com classe!

Rata

20.1.04

Se eu fosse o Buda!

Como devem já ter reparado, o Buda é reconhecido, para além da barriguita pronunciada, pela inteligência com que responde a algumas questões... ou então não! E eu adoro o Buda...


Hoje fui confrontado com a seguinte pergunta/charada: "De onde cai a chuva?"

A principio pensei que a pergunta era perfeitamente estúpida... e que talvez vez fosse assim por causa do teor de gordura no sangue da pessoa que me fez essa pergunta, mas depois pensei:
- Alto aí, o teor de gordura no meu sangue também é alto e eu não ando por aí a fazer perguntas estúpidas!!!
E logo de seguida pensei:
- Talvez seja boa ideia pensar melhor se a pergunta é assim tão estúpida ou se até faz algum sentido!

Três semanas depois... depois de pensar ...

Et voilá!!! Fez-se luz!!! Já tinha chegado a uma conclusão:
- Ora aí está uma bela pergunta!!! Aí está um bom assunto para reflectir nas próximas horas, quem sabe até se dias...
Cheguei até a pensar em semanas, mas depois desisti da ideia porque acho que seria demasiado tempo, mesmo para uma pergunta tão interessante!
De onde cai, então, a chuva?

Bom, na minha óptica (mesmo com 5,25 dioptrias no olho direito e 4,75 no esquerdo...), disse:
- Mas que simples... a chuva cai de cima!!! Claro, cai de cima...

Mas depois inspirei fundo e questionei-me:
- Mas tu és burro?!? Será que estou a encontrar uma justificação para essas orelhas? Tu és parvo ou quê? A chuva vem de cima?!? De cima, de onde?!? Onde é que fica o cima?!? No céu, se calhar, minha besta?!? No céu ficam os anjinhos... meu anormal!!!!!!!!!

Bom, descontrolei-me tanto comigo que quando dei por mim estava quase a espumar pela boca e a babar-me todo... algo que não desejava nem a mim próprio, mesmo que naquele momento estivesse irado comigo! E então inspirei novamente e disse alto e em bom som:

- CALMA, .....!!! (as reticências simbolizam um palavrão que não consigo evitar nas situações de maior aperto...) Vamos lá ter CALMA senão ainda nos aleijámos mutuamente!!!
- E eu, que tenho muito respeito por mim próprio, concordei logo comigo!

De seguida pus-me à procura de uma explicação para encontrar o local de onde vem a chuva e pensei:
- Kesse dezere, a chuva aparece de cima, isso é um facto, logo de baixo é que ela não vem! Estava encontrado o fio à meada, e agora era só enrolar... Com esta conclusão podem pensar que me quero gabar de ser muito perspicaz (quiçá inteligente... ), mas se pensarem bem é uma conclusão lógica! Acreditem que nem me custou assim muito...

Se a chuva vem de cima, então vamos começar a procurar em cima! Lembrei-me logo das nuvens, essas malandras que tão sempre a mudar de sítio e cor e nunca se consegue perceber muito bem o que se passa lá dentro!!! Bom, sem divagar muito, dirigi-me à enciclopédia mais próxima, onde encontrei esse legado da Natureza que é a definição de nuvem:

“Porção de algodão fofinho, normalmente cortado às rodelas que está umas vezes seco e outras vezes molhado”.

Fiquei convencido! Jamais uma criatura doce como a nuvem poderia ser a fonte da chuva!

Mas alto lá!!! A minha avó passa a vida a dizer que já se acabou o tempo das coisas boas!!! Huuummmmm... a não ser que essa linda criatura fosse uma pérfida malvada que quisesse transparecer toda aquela beleza só para ninguém desconfiar que ela é a responsável pela chuva!!!!

Será?!? Será que ela era capaz de uma coisa dessas? Eu não queria acreditar e eu também não... escusado será dizer que me sentia profundamente dividido! Por um lado dizia – “Como é possível tanto cinismo em tanto algodão?” enquanto por outro exclamava a viva voz: “ Já nem no algodão se pode confiar?!?”.

Estava destroçado com a minha descoberta... :(

E só pensava:

- Mas porque é que eu me pus a pensar nisto?!? Eu, que vivia tão bem, mesmo iludido que as nuvens não tinham ponta de malvadez? Mas porquê eu, meu Deus? Não podia ter sido outro?

Mas já era tarde demais...